Acredito que a felicidade é feita de vários momentos ao longo da vida.
A felicidade não é uma meta a ser alcançado existencialmente pela conquista dos ideais, mas vai surgindo à medida que as experiências cotidianas — com seus fatos surpreendentes, sentimentos novos, realizações de sonhos ou desafios — vão acontecendo.
Mas, na maioria das vezes, nem sequer valorizamos esses momentos, pois imaginamos que a felicidade estará num tal patamar onde ainda iremos chegar, conforme as idealizações que criamos ao longo da vida.
Nietzsche, em sua crítica à idealização da felicidade, afirma: "A felicidade é frágil e volátil, pois só é possível senti-la em certos momentos."
Esses momentos ganham nitidez quando cultivamos o equilíbrio entre as dimensões humanas: a mente (que pensa), o corpo (que age), a alma (que sente) e a espiritualidade (que transcende)"
São desses momentos fragmentados, intensos e inesquecíveis que a felicidade acontece ao longo da vida.
Quando deixamos de enxergar esses momentos, a alma se enche de amargura e a insatisfação corrói nosso ser, transformando a busca pela felicidade em uma ilusão autodestrutiva.
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